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Quais são cidades mais bem preparadas para o futuro?

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Londres é a cidade mais inteligente e mais bem preparada para o futuro, seguida por New York e San Francisco, nos Estados Unidos, em um ranking avaliando centros urbanos com uma população de mais de 3 milhões de pessoas. Copenhague, na Dinamarca, é a melhor nessa classificação, seguida por Estocolmo, na Suécia, e Oslo, na Noruega, quando se consideram populações entre 600 mil e 3 milhões de pessoas.

O estudo, realizado pelo EasyPark Group, revela quais cidades estão adotando soluções tecnológicas para melhorar suas condições habitacionais e sustentabilidade.  “Enquanto o mundo enfrenta desafios relacionados às mudanças climáticas, algumas das cidades mais tecnologicamente avançadas ao redor do mundo já adotaram soluções e serviços inovadores para otimizar o fluxo do tráfego e facilitar a mobilidade e assim se tornarem mais habitáveis”, afirma Johan Birgersson, CEO do EasyPark Group.

O estudo se baseou em dados de fontes como Banco Mundial, The Economist , Fundo Monetário Internacional e Lancet para estabelecer os fatores que determinam o quão tecnologicamente avançada e sustentável uma cidade pode ser. As quatro áreas principais consideradas foram:

  • Vida Digital: Avalia a amplitude da adoção da tecnologia pela população, pelo governo e pelo setor de saúde. Também analisa o sucesso e a reputação das instituições de ensino de tecnologia.
  • Inovação em mobilidade: Analisa a inovação das soluções de estacionamento, do sistema de gerenciamento de tráfego, incluindo o transporte público, e a limpeza dos meios de transporte.
  • Infraestrutura para os negócios de tecnologia: Mede o nível de inovação empresarial, a prevalência dos pagamentos eletrônicos e a qualidade da conexão à Internet.
  • Sustentabilidade ambiental: Avalia o uso de energia renovável, o número de edifícios verdes, o sistema de gestão de resíduos, o planejamento e a resposta às mudanças climáticas.
Fonte: EasyPark Group

Mais do ranking

Entre as grandes cidades com melhor pontuação em termos de uso de energia de fontes renováveis, estão Rio de Janeiro, Seattle e Montreal.

As que se destacaram na adoção de novas tecnologias estão San Francisco, Nova York e Seul, na Coreia do Sul.

No quesito ecossistema mais desenvolvido de estacionamentos, Londres e Manchester, no Reino Unido, e Berlim ocuparam as primeiras posições.

Mais de Londres

Londres, a campeã do ranking  do EasyPark Group de cidades com mais de 3 milhões de pessoas, também avançou recentemente com mais ações voltadas para qualidade de vida e sustentabilidade – expandiu a área coberta pela zona de emissões ultrabaixas (ULEZ – Ultra Low Emission Zone) para cobrir agora um quarto da capital do Reino Unido. A nova região tem 18 vezes o tamanho inicial da atual zona central de Londres com restrições e cobre 3,8 milhões de pessoas.

O objetivo da ULEZ expandida é ajudar a reduzir as emissões de dióxido de nitrogênio prejudicial em cerca de 30%. Muitos dos que dirigem nessa região já tomaram medidas para tornar seus veículos menos poluentes. Mais de 80% já estão em conformidade com os padrões estabelecidos, o que representa um aumento de 39% em relação a fevereiro de 2017, quando os planos para a expansão da zona foram anunciados. Os governantes se comprometem de aplicar o dinheiro levantado pelas multas na melhoria da rede de transporte (ciclovias, ônibus e metrô) e ajudar a melhorar a qualidade do ar de Londres.

Mais de New York

Pensando em melhorar a cidade ainda mais, a Regional Plan Association (RPA), um grupo sem fins lucrativos que defende e planeja uma área metropolitana de Nova York mais resiliente, divulgou um relatório pedindo uma “transformação total” das ruas da cidade em resposta a desafios, como resposta a tempestades, desenvolvimento econômico, alternativas de transporte de pessoas e de mercadorias.

Segundo o estudo, três sistemas específicos podem trabalhar em conjunto para melhorar a qualidade de vida: sistema de transporte, como ciclovias e vias de ônibus; sistemas sociais, como ruas abertas para apoiar oportunidades econômicas; e sistemas naturais, como hortas comunitárias, que podem ajudar a reduzir riscos de crises hídricas e climáticas.

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