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IoT pode movimentar US$ 12,6 trilhões em 2030

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A Internet das Coisas (IoT) e a convergência dos mundos digital e físico, envolvendo desde eletrodomésticos e rastreadores de condicionamento físico  até fábricas inteligentes com milhares sensores, devem gerar mundialmente entre US$ 5,5 trilhões e US$ 12,6 trilhões em valor até 2030, calcula um relatório recente do McKinsey Global Institute (MGI).  

O potencial valor econômico da IoT se concentra em certos tipos de ambientes físicos. Por exemplo, as fábricas serão responsáveis pela maior parcela desse valor econômico, aproximadamente 26% em 2030 ou cerca de US$ 1,4 trilhão a US$ 3,3 trilhões até 2030. Dentro dos cenários fabris, o maior potencial de geração de valor está na otimização das operações de manufatura por meio da gestão eficiente de ativos e pessoas.  

Já o ambiente associado à saúde humana será o segundo com maior  potencial, respondendo por 10% a 14% do valor econômico estimado da IoT no final da década um valor entre US$ 0,5 trilhão e US$ 1,8 trilhão até 2030. Nos últimos cinco anos, o valor percebido das soluções de IoT na área de saúde apresentou um significativo crescimento, com aplicações que vão desde monitores cardíacos e de glicose conectados a pacientes com doenças crônicas até aplicações de massa, como monitores de atividade física. Essas soluções IoT estão sendo usadas por indivíduos e também por seguradoras e governos. 

Fonte: McKinsey

Para o estudo, aplicações B2B são onde a maior parte do valor de IoT pode ser criado, cerca de 65% do potencial valor da IoT até 2030, o que se traduz em cerca de US$ 3,4 trilhões em um cenário conservador e US$ 8,1 trilhões em um cenário mais arrojado.  No entanto, aplicações B2C estão crescendo com velocidade, em grande medida devido à adoção mais rápida do que a esperada de soluções IoT dentro do cenário doméstico.  

Outra perspectiva do mesmo estudo avaliou o potencial valor econômico da IoT por grupos de casos de uso, ainda que em ambientes diferentes. Essa abordagem mostrou que otimização de operações e produtividade humana compreendem cerca de 56% do potencial valor econômico da IoT em 2030. Saúde e manutenção baseada em condições devem responder por cerca de 15% e 12%, respectivamente.  

Em termos relativos, veículos autônomos constituem o grupo de caso de uso com valor IoT de mais rápido crescimento e expectativa de taxa composta anual de 37% entre 2020 e 2030. Embora sejam os sistemas de direção autônoma que ocupem as manchetes, é a exigência dos consumidores no terreno da segurança e da confiabilidade que deve alimentar o aumento do uso de sensores nos veículos e, consequentemente, grande parte do valor agregado da IoT.  Estima-se que proteção e segurança de veículos contribuam com cerca de US$ 130 bilhões a US$ 140 bilhões para o potencial valor da IoT até 2030. 

Fonte: McKinsey

Geograficamente falando, a China está se tornando uma força global da IoT e não apenas como um centro de manufatura e fornecedor de tecnologia, mas também como um mercado final.  O país pode ser responsável por cerca de 26% por cento do potencial valor econômico da IoT em nível global até 2030, um pouco acima de sua participação estimada de 20% na economia mundial e maior do que o valor econômico estimado da IoT de todos os mercados emergentes (19%).  

O estudo também estima que a participação da China no valor econômico da IoT proveniente dos ambientes fabris até 2030 poderá ser maior do que nos mercados desenvolvidos ou emergentes. Hoje, a avaliação é de que a China tenha uma participação significativa na base instalada de dispositivos de IoT – cerca de 32% ou o triplo da participação estimada de mercados emergentes.  

Ventos a favor e contrários 

Ainda que o potencial valor econômico da IoT seja alto e crescente, explorar esse valor pode ser desafiador. A pesquisa do McKinsey Global Institute (MGI) revelou que o valor total capturado em 2020 (US$ 1,6 trilhão) está na extremidade inferior dos cenários mapeados em 2015. As estimativas para 2025 e além foram atualizadas segundo as condições atuais, e foram elaborados cenários que consideram várias incertezas.  

Em números, os cenários conservador e arrojado previstos atualmente para 2025 estão abaixo das estimativas originais do estudo de 2015: hoje, o potencial valor econômico da IoT em 2025 está avaliado em US$ 2,8 trilhões e US$ 6,3 trilhões nos respectivos cenários conservador e arrojado contra os valores de US$ 3,9 trilhões e US$ 11,1 trilhões estimados pela edição de 2015 da pesquisa. 

Segundo o estudo, essas revisões refletem um mundo que mudou imensamente desde 2015 – tanto de modo positivo para adoção de soluções IoT quanto negativo: 

  1. Ventos a favor: Melhor valor percebido; avanços tecnológicos nas áreas de sensores, melhores recursos computacionais e de armazenamento, baterias mais eficientes, análises avançadas, inteligência artificial, aprendizado de máquina e sistemas de automação; maior cobertura e melhor desempenho das redes 4G e implantação em curso das redes 5G; melhorias em protocolos de rede para atender a requisitos de capacidade, velocidade, latência ou confiabilidade. 
  1. Ventos contrários: Empresas e governos costumam tratar a IoT como um projeto tecnológico, em vez de um novo modelo operacional, deixando a desejar em termos de governança, gestão de talentos e desempenho; inexistência de um sistema operacional onipresente para IoT, o que dificulta a  interoperabilidade; difícil implantação de soluções IoT em escala; cibersegurança e privacidade da IoT. 
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