Estudo prevê o potencial de sustentabilidade da Internet das Coisas em 2030

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A Internet das Coisas (IoT – Internet of Things) e a transformação que ela provocará em vários setores deverão gerar um saldo extremamente positivo, quando se comparam os recursos consumidos e a economia proporcionada. A conta da sustentabilidade foi calculada por uma pesquisa da Transforma Insights e 6GWorld, patrocinada pela InterDigital,  que revelou os impactos que tecnologias novas e emergentes produzem em termos de uso de energia elétrica, de combustível e de água e resíduos eletrônicos.

Entre outras tecnologias, o relatório detalha em números como a IoT se comportará, comparando o cenário esperado em 2030 com 2020:

  • – As soluções IoT devem reduzir o consumo de energia elétrica em mais de 1,6 petawatt-hora (PWh), eletricidade suficiente para abastecer aproximadamente 136,5 milhões de residências típicas nos Estados Unidos por um ano. Segundo o relatório, o elemento que mais contribuirá para a economia serão as operações inteligentes de redes elétricas, incluindo medidores, sistemas de geração e operação), respondendo por 1,4 PWh de energia economizada. Sistemas de aquecimento, ventilação e ar condicionado (HVAC, no acrônimo em inglês) serão responsáveis por aproximadamente 130 TWh de economia.
  • – Considerando o consumo de energia elétrica, o estudo diferencia as soluções de IoT voltadas para o mercado consumidor e as usadas em ambientes empresarias.
  • – Em linhas gerais, as tecnologias IoT são usadas em soluções de consumo (como equipamentos audiovisuais) para oferecer mais recursos e serviços. Já no ambiente corporativo, são incorporadas caso proporcionem algum benefício econômico, por exemplo, na forma de mais eficiência operacional ou redução de consumo de algum recuso, por exemplo, eletricidade. No setor de consumo, a economia proporcionada pelas soluções IoT virá de sistemas HVAC, automação de edifícios e iluminação inteligente.
  • – No espaço corporativo, a maioria das soluções IoT contribuirá de alguma forma para a economia de energia, lideradas pelos sistemas de geração e operação de redes elétricas e medidores.
  • – Além dos impactos no consumo de energia elétrica, as soluções IoT também poderão gerar uma economia de combustível (gasolina, diesel e gás). Também nesse campo,  o saldo é extremamente positivo, mesmo considerando como lado negativo a necessidade de transportar equipamentos IoT. Por exemplo, o fator adicional no peso de um veículo causado pela plataforma IoT – e, consequentemente, no consumo de combustível – é compensado pelos benefícios que a solução IoT pode proporcionar à eficiência energética de tal automóvel com base em soluções de gestão de frotas, rotas inteligentes, por exemplo). A solução IoT que mais vai contribuir para economia de combustível é a de gestão inteligente de frotas, respondendo por cerca de 37% do total de combustível economizado (de até 1,25 PWh). O monitoramento do tráfego rodoviário virá em segundo lugar, com 9% e gerando uma economia de 290 TWh em combustível, seguido de perto pela gestão de estoques com 8%, que permite transporte e distribuição de carga mais eficientes.
  • – Relativamente, não são muitas as soluções IoT que promovem o uso racional da água, porém as existentes serão capazes de produzir impactos positivos significativos, economizando 230 bilhões de metros cúbicos em 2030. Cerca de 35% dessa economia se dará como resultado de operações melhores e mais inteligentes das redes de água. Outras soluções que contribuirão são as aplicações agrícolas, como monitoramento de plantios (26%) e controle remoto de processos com equipamentos de irrigação (19%).
  • – Por fim, o estudo avaliou os recursos adicionais necessários para fabricar e distribuir equipamentos IoT. Na fase de manufatura, a expectativa é que, em 2030, haja um aumento de 34 TWh no consumo de eletricidade, de 3 TWh no consumo de combustível e de 112 milhões de metros cúbicos no consumo de água. Na fase de distribuição e implantação de soluções IoT, serão consumidos mais 53 TWh de combustível como consequência do aumento do peso das cargas de equipamentos. E, é claro, será gerado mais lixo eletrônico – o impacto geral será de mais de 657 mil toneladas em 2030 (0,9% do total de descarte eletrônico no mesmo ano).

Além da Internet das Coisas, o estudo também avalia a sustentabilidade para outras tecnologias, entre elas Inteligência Artificial, Blockchain e similares, gestão do ciclo de vida dos produtos,  automação robótica de processos (RPA) e interface homem-máquina.

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