Engenharia de plataformas: tendência em 2023 para lidar com complexidade de I&O

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Cenários de Infraestrutura e Operações (I&O) de TI, muitas vezes, parecem um quebra-cabeça difícil de montar, com incontáveis peças que não se encaixam muito bem. Em 2023, a crescente complexidade desses ambientes vão desafiar ainda mais as equipes tanto na hora de comprar e implantar quanto no posterior gerenciamento das soluções de tecnologia. Segundo o Gartner, líderes de I&O estão sendo demandados a abordar habilidades, funções e administração de planos de carreira de uma perspectiva diferente.

Buscando ajudar um pouco na montagem desse quebra-cabeça, o Gartner apontou as principais tendências que devem impactar o universo de I&O em 2023. Uma delas têm a ver com o conceito de engenharia de plataformas, ou seja, a junção de ferramentas de gerenciamento e componentes tecnológicos da infraestrutura, como gerenciamento de recursos de aplicativos (ARM), monitoramento de desempenho de aplicativos (APM), monitoramento de experiência digital (DEM) e ferramentas condutoras de plataformas digitais (DPC).

De forma mais simples, podemos dizer que engenharia de plataformas é uma abordagem que pode ajudar a manter Infraestruturas e Operações de TI de maneira mais eficiente, de modo a acelerar a entrega de aplicações e o ritmo em que geram mais valor para os negócios. Quem surfar por essa onda deve ter como resultado melhor experiência e mais produtividade dos desenvolvedores com recursos de autoatendimento e operações automatizadas. Segundo o Gartner, a engenharia de plataformas está em alta por conta de sua promessa de otimização, mais agilidade, velocidade, eficiência e segurança, e níveis mais elevados de conformidade da I&O.

“A engenharia de plataforma surgiu em resposta à crescente complexidade das arquiteturas de software mais modernas. Hoje, usuários não especializados são frequentemente solicitados a usar um conjunto de serviços complicados. Empresas com visão de futuro começaram a construir plataformas operacionais que ficam entre os usuários finais e os serviços de apoio dos quais eles dependem”, afirma Paul Delory, vice-presidente de análise do Gartner.

A expectativa é que, até 2026, 80% das organizações de engenharia de software estabeleçam equipes de plataforma como provedores internos de serviços, componentes e ferramentas reutilizáveis para entrega de aplicações. A engenharia de plataformas deve acabar resolvendo o problema da cooperação entre desenvolvedores e operadores de software.

De modo geral, a engenharia de plataformas deve ser desenvolvida e mantida por uma equipe dedicada, capaz de atender às demandas de desenvolvedores de software e outras classes de usuários, como a de cientistas de dados, por exemplo. Essa equipe deve fornecer ferramentas e interface para atuar sobre infraestruturas complexas.

Os esforços iniciais geralmente começam por portais de desenvolvedores internos, com um conjunto de ferramentas, recursos e processos selecionado por especialistas e empacotados para fácil consumo, sem esquecer que a plataforma deve aumentar a produtividade dos desenvolvedores, incluindo tudo o que as equipes de desenvolvimento precisam, apresentando da maneira mais adequado ao fluxo de trabalho.

Outras tendências

Além da engenharia de plataformas, o Gartner listou outras tendências em I&O para 2023. São elas:

  • Tecnologias sustentáveis: Englobando a TI sustentável, essa tendência envolve quatro aspectos principais: ambiental, social, governança (ESG) e econômico. Segundo o Gartner, 87% dos líderes empresariais devem aumentar os investimentos em sustentabilidade nos próximos dois anos. E I&O deve adotar tecnologias sustentáveis para apoiar as metas ESG das organizações. “Desde melhor sustentabilidade dos data centers até a adoção da economia circular para TI, o I&O pode contribuir ao elevar a eficiência e o desempenho dos ativos de infraestrutura”, explica Jeffrey Hewitt, vice-presidente de pesquisa do Gartner.

  • Inovação wireless:  I&O pode usar várias tecnologias sem fio para estender as oportunidades de negócios além da conectividade. Sobreposição entre várias tecnologias, como WiFi, 5G, Bluetooth e meios de alta frequência, pode criar chances de inovação, fazendo das redes uma plataforma de inovação estratégica.

  • SASE: Secure Access Service Edge conecta e protege usuários, dispositivos e localidades para que usuários possam acessar aplicativos de qualquer lugar. O Gartner prevê que as despesas dos usuários finais em todo o mundo com SASE chegarão a US$ 9,2 bilhões em 2023, aumento de 39% em relação a 2022. “Trabalho híbrido e computação em nuvem aceleraram a adoção do SASE. Equipes de I&O pensando em implementar soluções SASE devem priorizar um fornecedor único e uma abordagem integrada”, recomenda Hewitt.

  • Plataformas de nuvem setoriais: Nuvens setoriais são uma alternativa para empresas que buscam uma solução integrada capaz de atender a demandas específicas de um determinado segmento vertical. Segundo o Gartner, até 2027, mais de 50% das empresas usarão plataformas de nuvem setoriais para acelerar iniciativas de negócios.

  • Busca aquecida por talentos: Há uma demanda crescente por competências nos departamentos de I&O. No entanto, os talentos disponíveis são limitados para áreas como nuvem, automação e análise avançada. Além disso, algumas empresas estão criando cargos de I&O nas unidades de negócios, aumentando a concorrência.

“Embora a competição por novas habilidades crie mais oportunidades de carreira para os líderes de I&O, também pode fazer com que as lacunas de talentos em uma organização sejam mais caras de preencher e criar desafios para reter funcionários. Os líderes de I&O devem adotar pensamentos mais sofisticados sobre a proposta de valor de suas equipes. Devem considerar ferramentas para identificar os futuros requisitos de habilidades e novas abordagens de treinamento para enriquecer as habilidades dos atuais funcionários a fim de reduzir os riscos de mudarem para outras unidades de negócios ou concorrentes”, diz Hewitt.

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