Edge Computing pode avançar muito na manufatura

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Pesquisa da Lumen, em parceria com o IDC, revela o estado das iniciativas de edge computing no setor de manufatura, abordando como elas estão sendo utilizadas e seus benefícios. De acordo com os resultados, essas iniciativas ainda parecem ser tímidas nos ambientes fabris. Apenas 27% dos entrevistados, responsáveis pela tomada de decisão, afirmaram que soluções de edge computing já está em produção em suas instalações. No entanto, 56% deles pretendem iniciar projetos-piloto, enquanto 17% devem passar da fase de teste para produção.

Os pesquisados foram divididos em duas classes principais: os que respondem por OT e os da área de TI. Os principais benefícios procurados pelo primeiro grupo são eficiência operacional e processos melhores de tomada de decisão. Já a segunda turma buscam melhor experiência para os usuários, conectividade remota e qualidade dos produtos ou serviços.

As tecnologias de edge computing permitem coletar, processar e armazenar dados perto dos locais onde são gerados, assim poupando largura de banda e acelerando os processos. Apesar de coleta de dados e rastreamento de ativos sejam as aplicações mais populares, muitas outras áreas no setor manufatura devem beneficiadas nos próximos dois anos. As mais citadas no estudo são  gestão de mão de obra, serviços de campo, sistemas de segurança e rastreamento de pedidos.

Praticamente a maioria dos entrevistados afirmou que o sucesso dos projetos de edge computing dependerá do envolvimento dos dois grupos (IT e OT), mas 38,3% considera que a área de OT deve liderar e financiar o trabalho. Grande parte acredita que deve haver uma abordagem colaborativa entre TI e OT.

Da perspectiva motivacional, o estudo destaca que OT é mais movida pela necessidade de combinar dados e garantir resiliência e confiabilidade, enquanto TI está muito mais focada em análises avançadas e conexão de locais remotos. Esses diferentes pontos de vista permitem uma abordagem mais equilibrada e abrangente, quando ambos os grupos trabalham em conjunto. E, os números da pesquisa mostram o sucesso desse enfoque – empresas de manufatura que contam com equipes de TI e OT têm 47% mais chances de ver seus projetos-piloto de edge computing avançaram para a fase de produção total.

De outro lado, muitas empresas enfrentam dificuldades ainda no projeto-piloto. Os problemas mais comuns são questões de segurança (35,1%), garantia de mais recursos financeiros (35,1%), demonstração do ROI (29,8%) e mais investimentos em infraestrutura (28,7%). Para superar esses obstáculos e garantir sucesso, especialmente nos projetos-piloto, a melhor prática é usar os KPIs (indicadores-chave de desempenho) corretos. KPIs vinculados às áreas funcionais onde as soluções de edge computing estão sendo implantadas contribuem muito mais probabilidade para levar os projeto da fase PoC/piloto à produção. Exemplos desses KPIs são gestão de estoque, agilidade operacional, taxa de frequência de incidentes, sustentabilidade, entre outros.

No entanto, a pesquisa mostrou que usar KPIs na fase piloto não é prática – 72% das empresas de manufatura pesquisadas não haviam estipulado nenhum KPI.

Ao desenvolver uma iniciativa de edge computing, também é recomendável escolher um parceiro adequado, com experiência no setor industrial, que possa se integrar e se conectar à infraestrutura atual da empresa e tenha recursos de segurança testados e aprovados. Também é interessante apresentar casos de referência bem-sucedidos e contar com soluções inovadoras que ajudem na transformação das empresas manufatureiras.

FONTE: Relatório Capitalizing on Edge Computing in Manufacturing, IDC e Lumen
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