Cartilhas orientam o uso de satélites e gêmeos digitais na IIoT

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O Industry IoT Consortium (IIC), parceria global sem fins lucrativos entre indústria, governo e academia estabelecida em 2014 com a missão de construir uma base técnica para o desenvolvimento da IoT Industrial (IIoT), incluiu pela primeira vez informações sobre conectividade via satélite em seu guia Industrial Internet Networking Framework (IINF). Além disso, a entidade se uniu à International Society of Automation (ISA) para publicar um documento sobre como proteger sistemas de automação e controle industrial que usam gêmeos digitais.

O guia da IIC ajuda desenvolvedores de aplicações IIoT a projetar, implantar e operar soluções de rede, dando orientações sobre tecnologias IP (Internet Protocol), camadas inferiores e recursos, como gerenciamento e segurança. A atualização mais recente do material inclui orientações específicas sobre tecnologias de comunicação via satélite no lugar de redes terrestres, que podem ser técnica e economicamente inviáveis.

Hoje já é possível usar satélites para conectar dispositivos IIoT distribuídos por vastas áreas, áreas remotas e subpovoadas ou ainda sobre mares e oceanos. “A principal vantagem dos satélites em relação às redes terrestres é sua ampla cobertura em escala regional e continental. Embora seja um desafio direcionar orçamento para links de dispositivos IIoT, tecnologias de satélite podem ajudar como uma rede de rádio direta. Também podem servir como tecnologia de backhaul para redes sem ou com fio em qualquer altitude”, destaca David Lou, co-presidente do Grupo de Tarefas de Rede do IIC e Diretor de Inovação e Estratégia da Huawei.

Mais segurança

Em outra iniciativa do IIC, esta na área de segurança, a instituição anunciou junto à International Society of Automation um novo modelo de maturidade para IoT para usuários de Digital Twins (IoT Security Maturity Model (SMM) Digital Twin Profile). Esse esquema estende o conjunto de orientações publicado anteriormente e permite que aqueles que projetam e implantam gêmeos digitais entendam como avaliar melhor e alcançar a maturidade de segurança apropriada para esses sistemas.

“Digital Twins não são simplesmente software, podendo ser conectados e sincronizados com ativos críticos reais. Esse material é resultado da colaboração entre IIC e o Digital Twin Consortium para explorar o que é exclusivo dos gêmeos digitais no contexto da maturidade da segurança da IoT”, explica Ron Zahavi, coautor do modelo e diretor-executivo do DTC.

Os dois consórcios destacam que Digital Twins são uma representação virtual de processos e entidades reais, sincronizados em frequência e fidelidade, gerando preocupações específicas no quesito segurança, além de outras considerações genéricas. Daí vem a necessidade de entender os sistemas de gêmeos digitais, como se relacionam com ativos e limites organizacionais e o escopo e a função da frequência e fidelidade da sincronização.

“A tecnologia de gêmeos digitais está se tornando central para transformação digital, sendo importante entender como alcançar a maturidade de segurança ao usá-la. Esse esquema permitirá uma compreensão melhor e mais rápida das questões relacionadas à maturidade de segurança para sistemas de gêmeos digitais”, afirma Frederick Hirsch, coautor do modelo e copresidente do Grupo de Tarefas de Confiabilidade do IIC.

O documento mais recente reúne dezoito práticas na área de maturidade de segurança, que abordam desde o gerenciamento de programas de segurança até proteção de dados, remediação e recuperação.

Em uma entrevista ao Business Insider, Suprakash Chaudhuri, diretor de Indústrias Digitais da Siemens Índia, contou que, apesar da adoção de gêmeos digitais em todos os tipos de organizações, o espaço de manufaturas é onde ela é mais empolgante. Digital Twins podem ser simples e, ao mesmo tempo, uma interpretação imensamente poderosa da Indústria 4.0. Podem gerar melhorias consistentes na eficiência, minimizar falhas, reduzir ciclos de desenvolvimento e abrir novas oportunidades de negócios — ou seja, criam vantagens competitivas duradouras.

O Gartner espera que mais de dois terços das empresas que implementaram soluções IoT também terão, pelo menos, um gêmeo digital em produção em 2022.

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