AWS lança ferramenta para criação de digital twins

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A Amazon Web Services (AWS) está empenhada em acelerar a adoção de novas soluções de gêmeos digitais, com o lançamento do AWS IoT TwinMaker, voltado para diferentes segmentos de mercado, facilitando a integração de dados provenientes de várias fontes, como sensores IoT, câmeras e aplicações, de modo a permitir a realização de simulações que busquem otimizar o desempenho operacional de cidades inteligentes, prédios, refinarias fábricas e linhas de produção. 

O produto permite a importação de modelos visuais 3D existentes para criação de gêmeos digitais de instalações, processos e equipamentos, e a sua integração em aplicativos baseados na Web, permitindo que os operadores de sua planta e engenheiros de manutenção monitorem e melhorem suas operações.

Depois de integrar as fontes de dados, os usuários podem criar gráficos para mapear relações e construir uma representação virtual 3D de ambientes. Em seguida, podem desenvolver aplicações, por exemplo, para que operadores e engenheiros de manutenção em fábricas explorem recursos de aprendizado de máquina e façam análises para extrair insights sobre o desempenho operacional dos sistemas físicos em tempo real.   

Fonte: AWS

“O trabalho envolvido na criação de gêmeos digitais e aplicações personalizadas para diferentes casos de uso é complicado, caro e proibitivo para a maioria das organizações. O AWS IoT TwinMaker inclui recursos, como conectores para fontes de dados, ferramentas de modelagem de ambientes físicos e de visualização com contexto espacial, que dão aos usuários uma visão holística de equipamentos, instalações e processos para monitorar e otimizar as operações em tempo real”, explica Michael MacKenzie, gerente geral da área AWS IoT. 

O AWS IoT TwinMaker está disponível em versão preliminar para as regiões leste (Virgínia do Norte) e oeste dos Estados Unidos (Oregon), Ásia-Pacífico (Cingapura) e Europa (Irlanda) com disponibilidade para outras regiões prevista para breve. Segundo a AWS, não há cobrança de taxas para liberar o uso; o usuário paga apenas pelos serviços utilizados.  

Pensando grande 

Além de sistemas fechados, como geradores de energia, ambientes fabris ou até mesmo cidades, há quem já pense aplicar o conceito de digital twins em uma escala muito maior, o planeta Terra. “Vamos criar um gêmeo digital da Terra para simular e prever mudanças climáticas”, afirmou Jensen Huang, CEO da NVidia, em uma palestra na GPU Technology Conference (GTC) realizada em novembro passado. A NVidia revelou seus planos para construir o Earth-2, ou E-2, poderoso supercomputador de Inteligência Artificial do dedicado a prever mudanças climáticas usando um sistema de gêmeos digitais do planeta sobre sua plataforma Omniverse

A NVidia não detalhou a arquitetura do E2, mas Huang disse que modelar o clima da Terra com detalhes suficientes para fazer previsões precisas para 10, 20 ou 30 anos no futuro é um problema extremamente difícil. A empresa está lidando com esse cenário usando sua nova estrutura Modulus para desenvolver modelos de aprendizado de máquina, treinando sistemas de Inteligência Artificial para usar as leis da Física e modelar o comportamento de sistemas em uma variedade de campos, entre eles a ciência do clima. 

Seguem abaixo alguns fatores que estão ajudando a aquecer o mercado dos digital twins listados pela Venture Beat

1. Conceito do omniverso para colaboração – Os principais casos de uso de omniverso combinarão colaboração para planejamento urbano, sistemas de localização, soluções arquitetônicas, logística, planejamento de voo de drones e mercado de seguros. 

2.  Aprendizado com menos dados – Equilibrar a necessidade de dados para treinamento com melhores simulações de ambientes para ter gêmeos digitais realistas. 

3. Cobrir lacunas na Física – Construir modelos da Física a partir de dados capturados de processos físicos, capazes de prever fenômenos importantes em tempo real e não mais dias.  

4. Modelos de inferência – Sensores melhores incorporados aos processos de fabricação podem ajudar modelos de inferência a simular características que afetem qualidade, custo e linhas de montagem. 

5. Melhores sistemas autônomos – Gêmeos digitais também podem aprimorar modelos usados por sistemas autônomos, como os de empilhadeiras, carros, navios e até fábricas.  

6. Democratização da simulação – Hoje, o mercado de simulação se dirige principalmente a designers industriais e engenheiros de departamentos de P&D. Ferramentas de gêmeos digitais mais acessíveis pode abrir novas oportunidades de planejamento e desenvolvimento para usuários menos técnicos ao reduzir as barreiras de adoção.  

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