Automatizar em escala, a meta da TI em 2022

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A TI voltada para o futuro está modernizando o seu “back office” para um modelo proativo de autoatendimento e automação, em escala, afirma a Deloitte, em seu “Tech Trends 2022“. Ainda há uma quantidade enorme de trabalho repetível feito por pessoas, quando já poderiam ser executados por sistemas de administração, monitoramento, revisão…

As lideranças de TI já entenderam que os processos automatizados são consistentes e auditáveis, o que pode ajudar a reduzir erros e melhorar a qualidade. Também pode liberar talentos de tecnologia qualificados para se concentrarem em tarefas de maior valor agregado. E estão atacando oportunidades em infraestrutura, componentes de software, segurança e aplicativos. “Além de alavancar os investimentos feitos por provedores de nuvem para acelerar suas jornadas, os CIOs estão seguindo o manual dos provedores de nuvem para identificar e padronizar processos”, explica a Deloitte. Não raro, usando técnicas avançadas, como Machine Learning.

Os pioneiros dessa tendência já viram ganhos em eficiência e custos de mão de obra mais baixos. Em uma pesquisa recente com líderes de TI e engenharia, a maioria (74%) dos entrevistados pela consultoria disse que a automação ajudou sua força de trabalho a trabalhar com mais eficiência. Cinquenta e nove por cento relataram reduções de custos de até 30% em equipes que adotaram a automação de processos. Acrescente a isso aumentos perceptíveis na qualidade e segurança, e fica claro por que 95% dos entrevistados estão priorizando a automação de processos, com 21% dizendo que é uma alta prioridade.

De modo geral, a primeira etapa desta jornada de automação envolve permitir que todas as funções de infraestrutura e gerenciamento sejam controladas por código, explica a Deloitte. O controle programático de recursos torna possível aplicar políticas de forma consistente e armazenar configurações anteriormente manuais em código automatizado e arquivos de configuração. Essas soluções exigem a implantação de uma combinação de computação (contêineres, servidores virtualizados e funções), rede (definida por software) e armazenamento.

Para que a automação seja escalonada, os processos devem ser executados de forma consistente em toda a empresa. No entanto, se você observar os cenários operacionais de muitas organizações hoje, encontrará uma mistura de processos, aplicativos e soluções alternativas. Quando os processos funcionam de uma maneira no servidor A e de outra no servidor B; quando os ambientes não têm paridade; ou quando as redes se comportam de maneira diferente, as operações se tornam mais caras e ineficientes.

Se isso parece familiar, aa consultoria recomenda considerar a criação de uma abordagem padrão comum para desenvolver, implantar e manter suas soluções e componentes. Os fornecedores de nuvem perceberam desde o início que quanto mais você pode controlar os recursos de maneira programática, mais fácil se torna tratar os ambientes como um programa a ser gerenciado. Muitas das plataformas atuais de infraestrutura como código têm suas raízes nas primeiras iniciativas de automação baseadas na nuvem.

Conforme as organizações exploraram a infraestrutura como código, elas reconheceram que também poderiam implantar segurança como código ou operações como código, controlando todos com arquivos de configuração ou código. Conforme a Deloitte, o objetivo do “como-código” é avançar em direção a um ambiente onde tudo – mesmo sistemas sob medida – se alinha em um conjunto de regras otimizadas. Com as regras em vigor, um único engenheiro pode controlar um grande pool de recursos que exigiria vários administradores para gerenciar. Isso libera as equipes de infraestrutura para trabalhar como os provedores de nuvem: automatizando, aproveitando as oportunidades de autoatendimento e saindo do caminho. 

Em resumo, quando abordada de forma metódica e estratégica, a automação pode oferecer economias de escala significativas e também:

  • Maior precisão. Os indivíduos não mais interpretarão subjetivamente documentos, consultas e formulários.
  • Maior segurança e resiliência. As regras serão aplicadas de modo mais consistente. Não por acaso, a tendência de “segurança como código” vem ganhando força.
  • E maior confiabilidade. Os problemas corrigidos no código normalmente não ocorrerão novamente.

De forma mais ampla, as possibilidades de automação se estendem a áreas como desenvolvimento, implantação, manutenção e segurança, tornando possível ganhar eficiência e consistência em mais operações de TI, ressalta a Deloitte.

Fonte: Deloitte

Hiperautomação, o passo seguinte

A Hiperaautomação trata de expandir a automação para toda a empresa, por meio da reutilização de processos e da implantação de vários recursos de tecnologia integrados – como plataformas de baixo código, aprendizado de máquina e automação de processos robóticos (RPA).

Quando soluções como RPA (Robotic Process Automation), AI (Artificial Intelligence) e iBPMS (Intelligent Business Management) são usadas em conjunto, é possível melhorar não só a realização de tarefas operacionais repetitivas, mas também aspectos mais complexos como tomada de decisões.

Tradicionalmente, a responsabilidade do CIO de manter os sistemas de tecnologia críticos para os negócios em execução absorveu até 70% do orçamento de TI, bem como quantidades consideráveis ​​de largura de banda e de mão de obra. Armazenamento, nuvem e terceirização mais baratos reduziram esse gasto orçamentário em 20% ou mais. Afinal de contas, em uma era de orçamentos de TI perpetuamente apertados, encontrar maneiras de redirecionar os ativos financeiros e humanos das operações para a inovação segue sendo uma das principais metas das lideranças de TI.

Segundo a Deloitte, 93% dos líderes empresariais esperam usar RPAs até 2023. Uma pesquisa recente da MuleSoft descobriu que a maioria das organizações já está usando ou planejando implementar tais iniciativas de automação para atingir objetivos estratégicos, como melhorar a produtividade (96%) e a eficiência operacional (93%) e criar experiências do cliente mais conectadas (93%).

De acordo com a Mulesoft, a automação irá acelerar a descentralização das empresas digital-first. E o atendimento ao cliente será o grande exemplo de hiperautomação.

Projeções do Gartner apontam que até 2024 as organizações reduzirão os custos operacionais em 30% ao combinar tecnologias de hiperautomação com processos operacionais reprojetados. Pesquisa recentes da consultoria revelaram que 85% dos clientes pretendem aumentar ou manter as estratégias de investimento em hiperautomação em 2022.

Você está pronto?

  1. Quais de suas funções de infraestrutura e gerenciamento atualmente requerem intervenção manual? Destes, o que você pode padronizar e automatizar?
  2. Qual é a atividade de menor valor realizada por cada um de seus funcionários? Pode ser automatizado ou eliminado?
  3. Quais de suas funções automatizadas são candidatas à otimização? Como você está indo além da tomada de decisão baseada em regras para explorar otimizações de ML?
  4. Arrumada a TI, por onde começar o processo de hiperautomação?
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